No Qual Vamos de Cascais a Belém

Menina e moça quis que me levassem de casa de minha mãe para longes terras. Ênfase no “quis”. Até agora a oportunidade não se proporcionou. Ou melhor, proporcionou-se mas, em bom preceito português, ficou tudo em águas de bacalhau — longe de mim acusarem-me de falta de patriotismo.

E no seguimento desta vontade de querer “fugir” para terras longínquas vem o cerne da questão deste post: eu ambiciono muito (nomeadamente “fugir” para terras longínquas a.k.a. Londres), acredito que consigo alcançar essas coisas mas não consigo estudar. Estudar é parte fulcral do plano que delineei (muito por alto) para alcançar o que quero.

Gostaria ainda de sublinhar que eu não tenho más notas, nem pouco mais ou menos. Acontece que a sorte bafejou-me e eu sempre consegui “safar-me” com uns 14-18 (dependendo da cadeira/disciplina) apenas indo às aulas. O problema está no facto de eu ter tido a triste ideia de mudar de curso; agora tenho que fazer exames nacionais para entrar no curso que quero. Ora, no secundário eu não tive Economia A, que é o exame que eu preciso.

Já perceberam onde quero chegar? Eu tenho que estudar!

E o meu dom (ir às aulas e safar-me) também é a minha maldição porque: 1) eu não sei estudar já que nunca precisei,  2) não consigo lidar bem com a frustração de não perceber certos exercícios e 3) ao que parece eu não tenho o foco necessário para estudar durante muito tempo seguido.

Aborrece-me!

É chato.

Reparem que como plano B, eu inscrevi-me no exame de História, também… O qual é amanhã. Eu tive aulas de História, já revi os conteúdos porque já foi há algum tempo mas neste caso o problema é outro. Eu tenho preguiça de analisar documentos, porque eu acho que é tão óbvio o que eles estão a dizer que não me apetece. Mas engana-se quem achar que esta preguiça é superficial! O meu cérebro opõe-se de tal maneira a analisar documentos históricos que eu leio-os, percebo-os, olho para as perguntas e sei o que quero dizer mas quando vou para escrever engasgo-me. Com certeza que isto é um tipo de dislexia! Eu preciso de terapia! Pôr um pensamento por escrito não devia ser tão doloroso, com toda a certeza. Se algum estudante de Psicologia estiver a ler isto: por favor ajuda-me!

Há ainda outro ponto, há coisas que para mim nestes documentos são tão óbvias que eu nem penso em mencioná-las. Sabem aquelas pessoas que complicam tudo? Sou eu e de maneira muito estúpida e desnecessária. O que me parece é que eu plantei no meu subconsciente a ideia de que eu não devia saber as respostas. Então o que acontece é que eu a ir de Cascais para Belém, na análise, passo pelo Jardim Eduardo VII. Não é suposto.

Se eu tivesse um euro por cada vez que eu fui ver a correcção de uma pergunta de desenvolvimento e pensei: “epá, mas era só isto… eu sabia isto… mas não pus…”.

No entanto, em vez de estar a treinar a análise de discursos tendenciosos, aqui estou eu a escrever um post completamente inútil para todas as partes envolvidas (eu enquanto “escritora” e vocês enquanto leitores). Sim, porque isto não vos vai enriquecer de maneira nenhuma, peço imensa desculpa. É só #relatable… se forem inteligentes, ambiciosos e preguiçosos a um nível assustador simultaneamente.

Em todo o caso, espero que tenham gostado deste pequeno diamante da “literatura” cibernética. Eu prometo que vou ser menos inútil no próximo.

Boa sorte para os exames, quem os tenha! Boas férias para quem já esteja despachado!

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P.S.: Se alguém pudesse vir a minha casa obrigar-me a desligar o Maluco Beleza seria óptimo! Obrigada.

P.P.S.: Primeiro post em português porque o blog é meu e eu faço o que eu quiser.

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